Pela primeira vez fizemos uma participação em ambiente aberto.
A feira estava linda, o parque Solar Boa Vista enfeitado de gente. Crianças correndo, senhoras e senhores de prosa... esse era o ambiente do nosso trabalho.
A proposta foi que cada participante colocasse em pratica ideias pessoais, agregando os códigos que viemos experimentando nos encontros promovendo contato aberto com as pessoas dispostas.
Eu te vejo! Esta é uma possibilidade de aproximação. Olhar nos olhos, permitir permissão para se aproximar. Na rua, estamos expostos ao que vier, contudo não queremos agir com atitudes de invasão. É um exercício de aproximação compactuada.
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| Foto - Daiane Fonseca |
A memória é que somos um país invadido, dominado, de um povo que nunca nega, é receptivo, gentil... Isso é o que chamamos de boa educação, contudo não passa de politica de adestramento. A resistência é compactuar apenas com o que lhe é verdade. Ser bom passa a ser guiado por uma nova ótica, saindo da bondade que agrada ao outro e permanecendo na atitude de ser integro.
O que tudo isso tem a ver com a cena é justamente em como nós atores nos preparamos para os encontros aos quais a performance nos propicia. Nem sempre tudo é flores e afeto, muitas vezes somos largados a sorte e a boa fé de quem nos ouve ao risco de se aproximar de mais, ou por vezes, se aproximar de menos. Nem sempre seremos o suficiente. Nem sempre desejaremos nos aproximar de fato, nem sempre estaremos tão inteiros assim, nem sempre vai ser agradável. Porém, o exercício é se manter em
afeto.
Por: Daiane Fonseca


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