Olhar o outro é olhar para si mesmo. Sempre que vejo o outro, percorre em meu campo um aglomerado de 'eus'. Eu te vejo! É um exercício usado em nossas pesquisas. "Eu te vejo, e estamos juntos!" ou "Eu ainda não te vejo."
Somos soma de mistérios, cada autorização ou rejeição é respeitada e entendida como o possível, por tanto o melhor.
Âmasã Coletivo de Teatro Sistêmico
Somos um grupo interessado em teatro, performance, dança e interações de presença no presente.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Impulso para Criação Cênica
O começo é pequeno, quase não se vê, mas se percebe. O Princípio Laban/Bartenieff de Respiração e Correntes de Movimento desloca a percepção para dentro, preparando a atenção para o como do movimento. O dentro permite a imersão e a construção do valor do sentimento. Trata-se do começo do corte da dinâmica que condiciona o indivíduo para receber ordens externas e ser dependente da aprovação de outros. Fortalece a ação apoiada na referencialidade interna e prepara para a interação com o ambiente e não submissão a sistemas de força e imposição.
O direcionamento é posteriormente o conjunto de decisões do próprio movente-artista. A produção da poética é um resultado do imaginário do artista com os dados percebidos no aqui-agora. A cena se faz com a atitude de presença. A criação é a produção de formas da experiência. Quem assiste é testemunha do que se presentifica e estamos todos conectados com o respeito a verdade que se manifesta.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Viva Mariana's!
"Mariana é um rio imenso e doce que agora fitam meus olhos amargos assim como a Vale."
Junte um coletivo maravilhoso, uma ideia brilhante, um poema presságio, um lugar cheio de vida, uma bacia de lama e eu te darei Mariana's. E foi assim naquela tarde de domingo, temperatura quente, surgiu o improviso.
A brilhante ideia partiu de nossa queridíssima colega e amiga amada Nicole Raposo ao fim de um processo de exercícios nos nossos encontros. "mal tivemos tempo de pensar, será que dá tempo?" "vamos pensar em algo mais produzido... talvez prum próximo?..." "Domingo é ali... será?"
Uma notícia:
Barragem estoura. e desagua seu fel no doce rio em Mariana, uma lama tóxica de negligência e corrupção detona um rio inteiro que suja o litoral do Espírito Santo... Quanta lama rolou, e gente morreu, e fauna sumiu e flora não aflorará mais a ambição das mineradoras que cuspiram no prato onde alimentou-se o bolso: assassinaram Mariana! E agora nação? onde enfiaremos essa mutilação? Multinacionais?, Estatais? Vou ficando sem ais com essa tragédia "quantos ais"... quantos mais?ção, delírio, apredizado, Afirm(A)ção! uma vitória prazeroso é conquistada. Se hoje posso ver o mundo com mais verdade, Sou grata ao Teatro Sistemico.
"Eu te vejo Mariana" mas "nem todo mundo quer se sujar de lama!" Sai da performance embriagada de entusiasmo, suja de lama, com muitas inquietações, com muitas outras vontades, querendo "meter" tudo no teatro Sistemico, e sei que posso pois "o teatro Sistemico é a autonomia dos desejos!".
por Nane Sacramento 16:25 09 de dezembro de 2015. Salvador - BA
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Mariana's
Mariana's, Performance de indignação. - Aconteceu no dia 06 de dezembro de 2015, como movimento de consciência em relação aos danos provocados pela irresponsabilidade da Vale no Rio Doce. Ninguém quer se sujar de lama...
O Coletivo Âmasã, faz parte do Coletivo Terra e acaba de se tornar residente do espaço Botica da Terra. Nossa ação de comemoração foi também um ato de reflexão sobre a eterna exploração de recursos naturais feitas no Brasil, sem retornos para os cidadãos que sofrem com os danos. Ainda somos um país de exploração.
Invadimos as ruas do Pelourinho, também simbolo de nossa história de colonizados e tomamos banho de lama. É visível o medo das pessoas de serem sujas pelo barro, é inclusive risível.
https://www.facebook.com/teatrosistemico/?pnref=story
O Coletivo Âmasã, faz parte do Coletivo Terra e acaba de se tornar residente do espaço Botica da Terra. Nossa ação de comemoração foi também um ato de reflexão sobre a eterna exploração de recursos naturais feitas no Brasil, sem retornos para os cidadãos que sofrem com os danos. Ainda somos um país de exploração.
Invadimos as ruas do Pelourinho, também simbolo de nossa história de colonizados e tomamos banho de lama. É visível o medo das pessoas de serem sujas pelo barro, é inclusive risível.
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